sábado, 2 de maio de 2009

Além

O tempo passa implacável.
Um pouco de mim fica aqui, outro ali.
E sobre o manto da outra que nasce, ficam as memórias de um dia.
Sentimentos que emergem sempre em momentos de fraqueza como este, em que contemplamos a pureza e simplicidade.
Como se nos contagiasse e quiséssemos ser como tu.
Simplesmente tu.

Como se isso fosse fácil!
E largar tudo para trás só para te poder contemplar.

Vou-me deixar ficar mais um pouco aqui, para te ver a morrer e a nascer só mais uma vez, enquanto me embriagas com a tua luz, lânguida e sôfrega de memórias e recordações.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Go on

Depois de tanto tempo sem escrever veio a vontade de recomeçar... Até porque o sol convida a escrever na minha varanda :)

E reli o último post à procura de um fio condutor mas... realmente já mudou muita coisa desde então... Passou todo um estágio no hsj e novas experiências fora deste. Abriram-se novos horizontes e fecharam-se alguns. Mas o balanço é positivo: mantenho o que quero manter e o que verdadeiramente faz-me sentido neste momento. Pus o ponto final em algumas destas situações, mas já não sofro como dantes. É preferível enterrarmos algo que nunca sequer existiu, ou quero vê-lo como dessa forma...

Termina com um presente, não dos envenenados, mas como um saudoso olhar sobre os bons tempos passados nessa companhia, as novas descobertas e as noites em claro passadas simplesmente a falar...

Presente que ainda não foi desembrulhado e que pára caído sobre o sofá à espera que o seu dono sinta curiosidade em o abrir...

O que fica? O som do mar de inverno numa boa companhia, a partilha de confidências que só ao coração se confessam, a descoberta que as distâncias físicas não importam enquanto existir amizade... Contigo cresci e só isso me importa... O futuro? Não sei mas fica a certeza de que nos moldámos e mudamos um ao outro...

sábado, 17 de janeiro de 2009

mundo cor-de-rosa

As pessoas mudam. Mas há coisas que se revelam estranhamente sempre as mesmas e que põem à prova a nossa vontade de mudar. Uma flor nunca deixará de ser uma flor, mas vêmo-la diferente quando estamos apaixonados por exemplo... O importante é não nos esquecermos de que os outros não são obrigados a mudar ao sabor da maré, na mesma medida em que nós mudamos... O mundo não passa a ser cor-de-rosa pelo simples facto de colocarmos uns óculos dessa cor. É verdade que muitas vezes escolhemos o que queremos ver mas... E quando não sabemos o que queremos ver? Quando as coisas de antes deixam de fazer sentido? É experimentar novos caminhos... Não se perde nada, só se ganha em experiência... É? Veremos... Depois conto como resultou...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

altruismo vs egoismo

Descoberta do dia... altruísmo pode ser substituído por egoísmo! Fazermos bem para nos sentirmos melhores conosco mesmos e com o mundo! :)

p.s: surpresas pairam no ar.... xD

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

linguagem

Estudos demonstram que 90% da linguagem que utilizamos no nosso dia-a-dia é não-verbal...
E quem sou eu para desconfiar? ;)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

one year later

Um ano depois a história repete-se com novos protagonistas... Será que desta vez vai haver um happy ending??

ps: a pedido de muitas famílias... ok, altruísmo PODE ser um defeito...

domingo, 28 de dezembro de 2008

Teoria da conspiração (ou não)

Afinal quem descobriu a América?

Recentemente, o comandante reformado e historiador amador Gavin Menzies, defendeu no seu livro "1421: The Year China Discovered América", que possui "provas incontestáveis" de que foi a China e não Portugal, a descobri países como Austrália, Nova Zelândia, Américas e Antártida, circunavegaram a Gronelândia e tentaram chegar ao pólo Norte e Sul.

Bem, devo confessar que o meu sentido patriótico sofreu um duro golpe aquando desta notícia mas aqui ficam os prós e contras da teoria.

Diz Menzis, que em alguns mapas do mundo europeu, parece que alguém tinha traçado e fiscalizada terras supostamente desconhecidos para os europeus. Assim, coloca a questão: "Quem poderia ter cartografado e supervisionado estas terras antes do que conhecemos como tendo sido descobertas?" .

Menzies conclui que apenas a China teria o tempo, dinheiro, recursos humanos e liderança para enviar tais expedições, que, segundo ele foram realizadas durante a dinastia Ming.

Este autor afirma ainda que o conhecimento destas descobertas, foi perdida posteriormente, porque os burocratas do tribunal Imperial temiam que os custos das viagens iriam arruinar a economia chinesa. De acordo com Menzies, quando Zhu Di morreu em 1424, o novo imperador Hongxi proibiu novas expedições, e escondeu ou destruiu os registos anteriores das viagens, para desencorajar novos aventureiros.

Mas em que se baseia a sua teoria? Quais esses factos que considera irrefutáveis?

A resposta está na interpretação de evidências a partir de naufrágios, mapas antigos chineses e europeus, em traduções de inscrições, na eratura chinesa que sobreviveu, evidências de DNA, e as contas escrito por navegadores, como Ferdinand Magellan. A hipótese também inclui alegações que supostamente inexplicáveis estruturas como a Torre de Newport e os Bimini Road foram construídas pelos homens de Zheng He.

Mas, autores que defendem o contrário, como Dr. Manuel Silva, argumentam que a defesa de que os chineses construíram a Torre Octogonal de Newport e que gravaram também as inscrições originais na face da Pedra de Dighton, defendidos por Menzies não podem ser correctos porque não existem nenhumas torres octogonais na China e na face da Pedra de Dighton não existem nenhuns caracteres chineses nela gravados.

Este médico diz ainda que, a defesa de que os barcos usados pelos chineses tinham um comprimento de quinhentos pés e 180 de largura que a armada era composta por vinte e oito mil marinheiros chineses não pode corresponder à verdade uma vez que barcos desta envergadura, seriam semelhantes às galés romanas, (que para quem não sabe são barcos compridos movidos a remos) que não atravessariam o atlântico por causa das marés, que, como se sabe influenciavam grandemente a rota destes barcos. Pelo que tudo parece indicar que tenha sido só com a invenção da caravela que os Portugueses tenham conseguido navegar nestes mares.

Outra das grandes questões prende-se com a alimentação que seria necessária levar numa viagem desde a China e para 28 mil homens durante 2anos em altos mares!

Bem, ambos os argumentos estão delineados aqui. Pensem o que quiserem, mas cá para mim prefiro continuar a imaginar o Camões por "mares nunca dantes navegados" a escrever poemas de amor! Mas isso sou eu que sou romantica hihi.